Mais uma comemoração que se fará, este ano (2013), identicamente às de outros concelhos no Distrito de Castelo Branco
O Foral

O diploma encontra-se na Câmara Municipal, sendo constituído por trinta
e três páginas. A encadernação é em pele e o selo de prata desapareceu.
De forma geral o documento encontra-se em mau estado de conservação
devido ao manuseamento a que foi sujeito e aos séculos que por ele foram
passando.
O Foral Manuelino de Pedrógão Grande, como muitos outros, resultou da
reforma empreendida pelo Rei Venturoso, reforma de há muito reivindicada
nas cortes pelos representantes dos concelhos. De facto, os velhos
forais encontravam-se desactualizados, eram abusivamente interpretados
pelos senhorios, chegando mesmo a ser rasurados e emendados, daqui
resultando naturais prejuízos para os concelhos e para o próprio reino.
As queixas foram-se multiplicando ao longo de todo o século XV,
encontrando eco junto de D. João II. O Príncipe Perfeito chegou mesmo a
ordenar a recolha de todas as cartas de foral, com a finalidade de
iniciar a sua reforma, o que de facto apenas veio a acontecer durante o
reinado seguinte.
De acordo com o Prof. Marcelo Caetano, a definição de foral “...
apresenta as dificuldades comuns a todas as instituições medievais, não
se podendo formular um conceito muito estrito, tantas são as variantes
que os forais apresentam e as imprecisões do conteúdo de muitos deles.”

A publicação do Foral Manuelino de Pedrógão Grande insere-se na
política cultural do Município Pedroguense, procurando deste modo
divulgar e dar a conhecer a História do Concelho, sensibilizando os
munícipes para os valores histórico-culturais de Pedrógão Grande,
levando ao seu conhecimento os mais importantes testemunhos do seu
passado, sejam de índole documental, arqueológica ou patrimonial.
- Município
Sem comentários:
Enviar um comentário